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Fabrício Vijales — trajetória, formação e atuação profissional

Fabrício Vijales é psicanalista, escritor e pesquisador, com trajetória construída no encontro entre psicanálise, literatura, Ciências Sociais, Direito e Direitos Humanos. Sua formação e sua produção intelectual atravessam diferentes campos do conhecimento, mantendo como eixo recorrente as questões da subjetividade, da linguagem, dos vínculos sociais e das formas de constituição do sujeito.


Graduado em Direito, possui formação acadêmica também vinculada ao campo da Ética e dos Direitos Humanos e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Ao longo de seu percurso acadêmico, desenvolveu pesquisas e publicou trabalhos relacionados às transformações da família, aos direitos humanos, às relações sociais e às formas contemporâneas de reconhecimento.

Sua produção acadêmica inclui artigos publicados em periódicos científicos e trabalhos vinculados a instituições universitárias. Em 2014, recebeu o 2º lugar na categoria Trabalhos Acadêmicos do Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos, reconhecimento relacionado à sua produção no campo dos direitos humanos.


Posteriormente, seu percurso se aproxima de maneira cada vez mais decisiva da psicanálise, especialmente da tradição freudiana e do ensino de Jacques Lacan. Sua formação psicanalítica articula estudo teórico, análise pessoal, supervisão clínica e participação continuada em espaços de transmissão e discussão da psicanálise.

Atualmente, atua como psicanalista em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, com atendimentos presenciais e on-line. Sua prática clínica é orientada pela psicanálise lacaniana e acompanha sujeitos diante de questões relacionadas ao sofrimento, às relações, às repetições, às escolhas e aos impasses que atravessam a experiência singular de cada pessoa.


Também participa do campo de formação e transmissão da psicanálise por meio da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), instituição com a qual mantém interlocução em atividades, estudos e publicações.


Entre seus textos publicados no campo psicanalítico estão “Homens que leem e escrevem mulheres” e “Mosaico: campo ético de pesquisa em psicanálise”, trabalhos nos quais aparecem questões que permanecem centrais em sua pesquisa: escrita, literatura, experiência, linguagem, transmissão e os limites da representação.


Literatura e escrita


Paralelamente à clínica e à pesquisa, Fabrício Vijales desenvolve uma trajetória como escritor.

É autor de Encontro das águas: a história de Maria Emília de Mendonça, publicado pela Oikos Editora, obra que possui circulação bibliográfica nacional e internacional e integra catálogos de bibliotecas universitárias.

Também é autor de Mariposas: sobreviver sem ossos, publicado pela Editora Urutau, livro de contos no qual investiga, por meio de uma escrita fragmentária e literária, experiências relacionadas à memória, à fantasia, ao sofrimento, à constituição subjetiva e às formas pelas quais cada sujeito inventa modos de existir.

A relação entre psicanálise e literatura tornou-se, assim, um dos principais territórios de sua produção contemporânea. Em seus estudos e ensaios, a escrita não aparece apenas como representação de uma experiência, mas como possibilidade de produzir bordas, deslocamentos e novas formas de leitura diante daquilo que nem sempre pode ser inteiramente dito.


Pesquisa e produção atual


Sua pesquisa atual se concentra especialmente nas relações entre psicanálise, escrita, literatura, imagem e experiência, trabalhando com autores como Sigmund Freud, Jacques Lacan e Georges Didi-Huberman.

Nesse percurso, vem desenvolvendo o conceito metodológico de mosaico como forma de pesquisa e escrita: uma construção realizada por aproximações, fragmentos, restos, imagens, citações e diferentes campos de saber, sem buscar transformar a experiência em uma explicação totalizante.


Essa trajetória reúne hoje diferentes momentos de sua formação em um mesmo campo de trabalho: do Direito e dos Direitos Humanos às Ciências Sociais; das Ciências Sociais à psicanálise; da psicanálise à literatura e à escrita.


Mais do que campos separados, essas experiências constituem um percurso marcado por uma questão permanente: como o sujeito encontra palavras, imagens e formas de escrita para aquilo que atravessa sua experiência e nem sempre pode ser inteiramente representado?

 

 
 
 

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