Como se dá a formação de um psicanalista?
- Fabricio Vijales
- há 12 horas
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Desde Freud, sabemos que o exercício do ofício de psicanalista passa pela experiência do inconsciente em uma análise pessoal, considerada um dos pilares fundamentais da formação.
O percurso de uma análise é singular e depende de um laço transferencial, um vínculo único entre analisante e analista, sem duração previamente definida e sem garantia antecipada de que haverá, ao final, a formação de um psicanalista.
O saber em jogo nessa experiência é o saber do inconsciente e, por isso, não pode ser simplesmente formatado em uma grade curricular.
A formação inclui também o estudo teórico, a discussão entre pares e a supervisão clínica, na qual os casos e as questões surgidas na prática podem ser trabalhados.
Esse percurso, construído de maneira singular por cada analista, coloca limites à possibilidade de uma tutela estatal sobre a formação, uma vez que sua regulamentação estritamente curricular poderia descaracterizar princípios fundamentais da psicanálise.
É nesse sentido que a formação psicanalítica não se confunde com uma graduação universitária e que as propostas de cursos de graduação em psicanálise, atualmente existentes no Brasil, levantam importantes questões sobre o modo como se transmite e se sustenta a formação de um analista.



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